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Monday, May 30, 2005

(003) ARCADE O’VISION: Le Petit Amour




Por mais que me delicie com elas, eu não tinha a intenção de escrever sobre as aparições de máquinas ou jogos em filmes. Mesmo por que o "Arcade at the Movies" já faz isso muito bem, por mais besta e singela que seja a figuração. Mas esse caso me deixou bem surpreso e me obrigou a escrever. Primeiro por não constar no “AATM”, segundo por ser um filme da Agnès Varda, diretora que conheci recentemente e realmente me deixou impressionado com Cleo das 5 as 7. E terceiro e o mais importante: Você não vai encontrar em nenhum outro filme um travelling sendo usado para fazer referência ao “side-scroll” típico de “Shinobi” e “Black Belt”, e a intenção no caso realmente era a de transpor a mecânica de “KUNG-FU MASTER”. Diferente do visto no sul-coreano “OLD-BOY” (2003 e atualmente em exibição por aqui) , que embora lembre muito um “Double-Dragon” ou “Final Fight”, ele não faz um link direto.


Cena de OldBoy

Cena de OldBoy, Scroll-lateral.


"Le Petit Amour" conta a história de uma mulher divorciada de aproximadamente 40 anos, que se apaixona por um garoto de 14 (nosso “Kung-Fu Master” addicted). O vício pelo jogo reflete a solidão do garoto e é a solidão que faz com que a mulher se identifique e crie esse vínculo. Ok... Yadda, Yadda, Yadda... o filme é muito mais complexo e merece atenção não só pelas cenas de Arcade ou pela seqüência fantástica de início.

Pode parecer bobo, engraçado, que seja. A cena é impressionante e me deixou sem palavras. Parei pra assistir e de repente fiquei extasiado sem entender como nunca tinha ouvido falar daquela cena antes.

Após 3 minutos de créditos e trilha leve com a imagem de uma vitrine vermelha sem nada de muito especial, começa o travelling. E com o travelling a trilha é substituída pelo tema de “Kung-Fu Master”, com os timbres originais mesmo. E entra o garoto de quimono, num ritmo robotizado como um sprite com seus frames de andar pré-determinados, claro que aqui foi filmado de forma direta e não frame-by-frame ,o que seria bem interessante, mas a intenção é emocionante!


TítuloCreditosIntro 01


Depois desse Overture o filme se desenrola, e agora o jogo aparece. Mas de ceninhas de arcade o AATM esta cheio. Uma lista enorme, de Robocop a Karatê Kid, Jaws a Terminator 2. É essa Intro que me faz pensar: Como ninguém comentou esse filme
antes???Jogando Close


Como já disse , o filme merece atenção. Tanto pelo roteiro, quanto pela direção (E fotografia, e trilha, e tudo mais...). Quem não conhece Varda e gosta de cinema vai se assustar e descobrir, ou redescobrir, o cinema de autoria. Embora seja bem inacessível no Brasil, como sempre, recomendo o Emule.


Jogando

Petit Amour, Le (director/writer: Agnès Varda; screenwriter: from idea by Jane Birkin; cinematographer: Pierre-Laurent Chenieux; editor: Marie-Josée Audiard; cast: Jane Birkin (Mary-Jane), Mathieu Demy (Julien), Charlotte Gainsbourg (Lucy), Lou Doillon (Lou), Judy Campbell (La mere), Eva Simonet (The friend); Runtime: 80; Capital Cinema/La Sept; 1987-France)

3 Comments:

  • At 2:39 PM, Anonymous Ricardo said…

    Como te disse no msn, esse filme parece ser um misto de pedofilia, artes marciais e perfumes baratos. Os franceses são realmente esquisitos, e depois ainda vem me dizer: "Os franceses sim sabem se vestir!!" Uí Uí, povo esquizofrênico.

     
  • At 3:09 PM, Anonymous Míriam said…

    Bem ... É foda !!! (risos) Me apaixonei pelo arcade quando vc comprou aquele trambolho, sou fã de filmes de lutas marciais ...
    E as matérias estão excelentes !! Claras, sem muitos erros e com comentários pessoais que dão um toque de aproximação ao leitor, mesmo aqueles que não entendem do assunto podem aprender.

     
  • At 3:42 PM, Blogger .::Loc-2112::. said…

    Só acho q tenho q deixar claro uma coisa: O FILME NÃO É SOBRE ARTES MARCIAIS!!!!! Todo mundo pensa isso mesmo depois de ler... Então n ta tão claro assim. rs.

     

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