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Retro-Games-4-Retro-Minds

Tuesday, October 11, 2005

(005) Emulação e disponibilidade de plataformas


Space Invaders. O post não tem nada a ver com essa imagem, but who cares?



Quais os parâmetros que definem o valor de se jogar em uma plataforma antiga original e em que situação a emulação é pirataria?

Hoje em dia você ainda encontra um Mega-drive usado no mercado livre ou em qualquer ebay, talvez até encontre um cartucho específico, mas tente encontrar algo mais antigo. Você acha que em dez anos vai conseguir encontrar facilmente um megadrive em boas condições? Ou uma cópia de Phantasy Star IV (com bateria) que funcione mesmo depois de assoprar o pente do cartucho por 20 minutos? E no caso de Arcade então... Talvez até ache um Final Fight em algum boteco da Zona Leste, Street Fighter 2 com certeza, mas tente um Space Invaders original, ou um Rally-X (Ok, em frente ao correio da Pça da Republica.), ou um Dj Boys, ou mais outros dentre 4000 exemplos.

Agora vamos ao valor, se você encontrar um mega drive, vai pagar no mínimo R$100,00, mais uns 20,00 em qualquer cartucho. É um bom preço pra ter o prazer de jogar em um controle original, e com o console ligado bem em frente da televisão, essa por sua vez com suas poucas linhas que “deformam” de certa forma a imagem, o que com certeza torna a experiência muito mais agradável pra qualquer retrogamer. Mas a disponibilidade desse console especifico não vai durar por muito tempo, assim como a de muitos outros que já foram extintos.

Um sistema morre e durante um tempo, muita gente ainda o joga, durante um tempo ainda existe a comercialização em massa. Depois disso, seus títulos passam a ser lembrados apenas em algumas poucas coleções do tipo “Midway Hits” ou “Sega Pack”, com cinco, dez títulos cada, em plataformas atuais, competindo com jogos atuais, e com o preço atual . O que no Brasil significa 200 reais em qualquer jogo pra console.

Mas é claro que ainda assim, muitos títulos são esquecidos. E morrem por completo. Ou não. Não com a emulação.

É lógico que sou pró à emulação. Tanto o Mameworld, como a própria documentação do mame e de outros emuladores definem a emulação como principal, se não o único meio de preservação de títulos antigos de tecnologia ultrapassada . E existem varias maneiras de jogar um título antigo e obter a mesma experiência de antigamente, seja com um simples controle no pc, seja jogando em um console atual na tv emulando um sistema antigo.

Diferentemente da Industria fonográfica e da cinematográfica, o mercado de game não conta com um sistema que mantenha o comercio de jogos de sistemas antigos. Existe uma reciclagem por meio de remakes e dos pacotes citados acima, mas um título antigo sozinho não vende, sua produção não compensa, e isso é totalmente compreensivo.

Um rom pode ser facilmente comparado a um mp3. Ele é um arquivo pequeno, com conteúdo que deveria ser protegido por direitos autorais e tem trafego sem controle na rede. Com o passar do tempo as gravadoras vão encontrando maneiras de comercializar os arquivos. Aparentemente, o único meio a realmente obter sucesso até agora foi o Itunes, com certeza pela popularidade do IPOD. E alguém esta investindo em uma maneira de se comercializar roms? Yup! E quem deveria e realmente parece estar investindo na idéia parece ser a Nintendo, com o Revolution. A Nintendo sempre se orgulhou do passado, sempre encontrou uma maneira de manter não só os títulos de sucesso como também os mais tímidos. O Gameboy é o exemplo mais clássico, mas a nova máquina promete superar em termos de compatibilidade e acessibilidade. A intenção é disponibilizar em rede por um certo preço, os jogos de seus consoles anteriores, como um Ipod+Itunes. Esse é o único exemplo de bom aproveitamento de títulos anteriores e o único que realmente poderia tornar a emulação (no caso dos jogos Nintendo) sinônimo de pirataria.

Acho difícil uma solução legal pra Arcade, ou uma solução para títulos órfãos, com certeza pro usuário final a emulação não vai deixar de ser realidade, mesmo com esse medo da mídia em tocar no assunto emulação. Adoro tirar meu mega da caixa, ligar na tv, passar uma tarde jogando com a experiência 100% 16bits. Mas por ser mais prático acabo muitas vezes jogando no Xbox.

Bom, até um dia. quinta-feira começa gravação hardcore e provavelmente fico mais um mês em pós, sem tempo pra escrever.

 
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